SIZE Fitness Boutique

Papel do exercício físico na ansiedade e depressão

A ansiedade e a depressão estão entre os maiores problemas de saúde pública do século XXI. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 280 milhões de pessoas em todo o mundo convivam com depressão, enquanto os transtornos de ansiedade afetam aproximadamente 264 milhões. Como consequência, observa-se o aumento dos afastamentos laborais, redução da produtividade, isolamento social e diminuição da qualidade de vida.

Neste contexto, estratégias não farmacológicas, como o exercício físico, ganham destaque como ferramentas de promoção da saúde mental, capazes de prevenir e aliviar sintomas com baixo custo e poucos efeitos adversos.

Efeitos neuroquímicos

A prática de exercício físico desencadeia a libertação de:
endorfina
serotonina
dopamina
noradrenalina

Estas substâncias atuam diretamente na melhoria do humor, aumento da sensação de bem-estar e redução da perceção de dor e stress. A atividade física também diminui o cortisol, hormona relacionada com o stress crónico.

Aspetos psicossociais

Para além dos efeitos fisiológicos, o exercício físico:
promove a autoestima
melhora a autoimagem corporal
aumenta a socialização
contribui para rotinas de vida mais saudáveis
regula o ciclo do sono

Estes fatores atuam em conjunto na prevenção e no tratamento de transtornos mentais.

Resultados e Discussão

Os estudos analisados indicam que:
Exercícios aeróbicos (como corrida, caminhada e ciclismo) reduzem significativamente os sintomas de ansiedade.
Treino de resistência (musculação) tem efeito positivo na autoestima e no humor.
Sessões com duração entre 30 e 60 minutos, realizadas 3 a 5 vezes por semana, apresentam maior impacto terapêutico.
Exercícios de intensidade moderada mostram resultados mais consistentes do que esforços extenuantes.
A combinação entre exercício físico e psicoterapia apresenta maiores taxas de remissão da depressão comparativamente a intervenções isoladas.

Autores destacam que o exercício físico não substitui tratamentos clínicos quando necessários, mas configura-se como uma estratégia complementar eficaz.

Conclui-se que o exercício físico possui grande potencial como método auxiliar na redução da ansiedade e da depressão. Os seus benefícios envolvem alterações neuroquímicas positivas, estímulo à socialização e melhoria da qualidade de vida. Recomenda-se que a prática seja regular, acompanhada por profissionais qualificados e integrada com outras formas de tratamento em saúde mental, quando necessário.

Margarida Silvestre